11/03/2011
Com muito dinheiro, o futebol japonês é um ótimo destino para jogadores e treinadores brasileiros e, se não faz a cabeça de craques como Kaká, Maicon, Daniel Alves e Júlio César, já se mostrou um grande mercado para outros atletas. Uma das contrapartidas de ganhar um bom dinheiro é sofrer com terremotos como o desta sexta-feira, o sétimo maior da história, que chegou a 8,9 graus de magnitude e deixou ao menos 200 mortos, gerando inclusive um tsunami.
Os dos brasileiros que vivem no país e ganham a vida com o futebol é Nelsinho Batista, ex-técnico de Corinthians, São Paulo e Sport Recife que, atualmente, dirige o Kashiwa Reysol. Ele conversou com Rogério Assis e explicou que foi "um susto enorme", uma vez que o abalo pegou a delegação do Kashiwa de surpresa, dentro do trem-bala, em viagem para Osaka, onde estava marcada uma partida neste sábado.
A sensação foi de que o trem-bala virou "uma caixinha de fósforos", de tanto que a composição balançava e, como ainda está em viagem (sem contar com os transportes públicos, pois os serviços foram interrompidos), o treinador ainda não consegue visualizar a situação no resto do país. Ele está no país, com diversas interrupções, há oito anos, e nunca viu um terremoto tão forte como o desta sexta-feira que, apontou, "não parava".
Tóquio, uma das principais megalópoles do mundo, parou, segundo as palavras do treinador: olhando pela janela do hotel, era possível ver ruas vazias, e quem estava fora de casa aguardava ônibus, trens ou táxis, bem como a equipe do Kashiwa (onde atuam os brasileiros Jorge Wágner, Leandro Domingues e Roger), que aguardava a chegada de um ônibus.
Fonte: Rádio Jovem Pan
Repórter: Rogério Assis
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